O COOPERATIVISMO NO BRASIL
No Brasil, o marco inicial
foi em 1847 , quando o médico
francês Jean Maurice Faivre
fundou no interior do Paraná
uma colônia em bases cooperativas
- A Colônia Tereza Cristina
Em 1887 surgiu a lª cooperativa
de consumo , Cooperativa de
Consumo dos Empregados da Cia
Paulista de Estrada de Ferro,em
Campinas , São Paulo.
Um ano depois, em Ouro Preto
(MG), foi criada a Cooperativa
de Consumo dos Funcionários
Públicos de Ouro Preto.
Em 1894, no Rio de Janeiro,
então Distrito Federal,
surgiu a Cooperativa Militar
de Consumo e, a partir daí,
novas cooperativas foram sendo
criadas em diversos estados.
Em 1902 surgiu a lª cooperativa
de crédito, em Nova Petrópolis
, no Rio Grande do Sul. Em 1907
surgiram as primeiras cooperativas
agropecuárias, em Minas
Gerais , João Pinheiro,
governador do Estado , lançou
seu projeto cooperativista com
o objetivo de eliminar os intermediários
da comercialização
agrícola. As cooperativas
agropecuárias tomaram
grande impulso, tornando-se
o Ramo mais consolidado do cooperativismo.
Na Bahia , a lª cooperativa
registrada na Junta comercial
foi a Sociedade Cooperativa
de Responsabilidade LTDAS- Caixa
Econômica Popular, em
21 de outubro de 1914. O maior
interesse pelo cooperativismo
na Bahia foi na década
de 30, no Governo Lindolfo Alves-1938,
sendo o seu primeiro dirigente
e organizador o engenheiro agrônomo
Waldick Cardoso de Moura, considerado
na época um especialista
da matéria cooperativista.
No período foram criadas
diversas cooperativas de consumo
e escolares. Após o Dr.
Waldick Cardoso deixar a direção
do Departamento de Assistência
do Cooperativismo, o órgão
passou por fases cíclicas,
vindo melhorar a eficiência
no governo Lomanto Júnior,
nos anos 60, após a criação
da Superintendência do
Desenvolvimento do Nordeste,
que também estruturou
um Departamento exclusivo para
o fomento ao cooperativismo.Nos
dias atuais a Secretaria de
Agricultura , Irrigação
e Reforma Agrária, criou
em 1999, uma Coordenação
de Cooperativismo.
O sistema é representado
internacionalmente pela ACI
- Aliança Cooperativa
Internacional; no nível
nacional, pela OCB- Organização
das Cooperativas Brasileiras
e n o nível estadual
pelas OCE's- Na Bahia, o sistema
é representado pela Organização
das Cooperativas do Estado da
Bahia - OCEB, fundada em 16
de junho de 1970.
No Brasil, o primeiro diploma
legal que dispõe sobre
associações não
fez qualquer referência
ao cooperativismo. A Constituição
de 1891, em seu artigo 72, parágrafo
8 o apenas assegurou a liberdade
de associações.
Porém, ainda no final
do século XIX, quando
o Brasil vivia sob o Império
de Pedro II, começaram
a surgir as primeiras sociedades
com a denominação
de cooperativas, como foi o
caso da Sociedade Econômica
Cooperativa dos Funcionários
Públicos de Minas Gerais,
uma cooperativa de consumo da
cidade de Ouro Preto, fundada
em 1889.
A Lei Federal n o 173, de 10
de setembro de 1893, ainda não
explicitava as cooperativas,
determinando apenas normas para
o reconhecimento das associações
de forma geral; o Decreto Federal
n o 979, de 6 de janeiro de
1903, facultou aos profissionais
da agricultura e indústrias
rurais a organização
de sindicatos para a defesa
de seus interesses. Com eles
surgiram as diretrizes legais
para o funcionamento das cooperativas.
Finalmente em Decreto Federal
n o 6532, de 26 de junho de
1907, definiu mais concretamente
as funções do
cooperativismo, apresentando
algumas das suas características
básicas. Previu até
a existência de Federações
de Cooperativas de Crédito
Agrícola.
A promulgação
do Decreto n o 22.239, de 19
de dezembro de 1932, deu ampla
liberdade à constituição
e ao funcionamento das cooperativas
no Brasil, pois apresentou suas
características próprias,
além de consagrar as
postulações doutrinárias
do Sistema Cooperativista. Esta
foi, de fato, a primeira lei
que organizou o cooperativismo
brasileiro.
Com o fim da Segunda Guerra
Mundial, um novo surto de desenvolvimento
cooperativista tomou conta do
Brasil. O restabelecimento do
comércio internacional
foi encarado como uma das alavancas
que ergueram as cooperativas,
notadamente às agrícolas
voltadas à exportação.
Em 1951, o Governo Federal
ofereceu vários incentivos
materiais e fiscais, criando,
inclusive, o Banco Nacional
de Crédito Cooperativo-
BNCC.
O Decreto-Lei n o 59, de 21
de novembro de 1966, regulamentado
pelo Decreto n o 60597, de 19
de abril de 1967, cria o Conselho
Nacional de Cooperativismo -
CNC.
No final da década de
60, o então Ministro
da Agricultura, Sr. Luiz Fernando
Cirne de Lima, unificou os órgãos
de representação
do cooperativismo, surgindo,
assim, a Organização
das Cooperativas Brasileiras
- OCB e as Organizações
de Cooperativas Estaduais -
OCEs.
No dia 16 de dezembro de 1971,
foi promulgada a Lei n o 5764/71,
ainda hoje em vigor. O diploma
dispõe sobre o regime
jurídico das cooperativas,
constituição e
funcionamento, sistema de representação
e órgão de apoio.
Foram elencados todos os requisitos
para a viabilização
do Sistema Brasileiro de Cooperativismo.
Sob as regras de uma legislação
especial, cooperativas passaram
a ter um caráter mais
empresarial.
Por fim, reconhecendo a importância
do Cooperativismo para a Nação,
a nova Constituição
Brasileira, promulgada em 05/10/88
estabelece, como princípio
geral, o estímulo ao
cooperativismo, conforme descrito
no Título VII - Da Ordem
Econômica Financeira,
Capítulo I - Dos Princípios
Gerais da Atividade Econômica,
art. 174, parágrafo 2
o - "A Lei apoiará
e estimulará o cooperativismo
e outras formas de associativismo".
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